A Lei 14.300 Fio B, que instituiu o Marco Legal da Geração Distribuída no Brasil, trouxe segurança jurídica ao setor de energia solar fotovoltaica, mas também estabeleceu um cronograma de transição tarifária que impacta diretamente a compensação da energia injetada na rede elétrica.
O que é o Fio B na Lei 14.300 e por que ele existe
O Fio B é a parcela da tarifa de energia elétrica que remunera o uso da rede de distribuição das concessionárias. Em termos simples, ele representa o custo para transportar a energia até o consumidor final.
Antes da Lei 14.300, consumidores com geração distribuída compensavam integralmente essa parcela, mesmo utilizando a infraestrutura da distribuidora. Com o novo marco legal, o governo estabeleceu uma transição gradual, buscando equilibrar:
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Sustentabilidade do sistema elétrico
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Expansão da geração distribuída
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Justiça tarifária entre consumidores
A cobrança do Fio B não é um imposto novo, mas uma adaptação regulatória prevista em lei.
Cronograma oficial de cobrança do Fio B (Lei 14.300)
A Lei 14.300 definiu percentuais progressivos para a cobrança do Fio B sobre a energia compensada. Veja o cronograma:
| Ano | Percentual do Fio B cobrado |
|---|---|
| 2023 | 15% |
| 2024 | 30% |
| 2025 | 45% |
| 2026 | 60% |
| 2027 em diante | Transição até o modelo pleno |
Esse modelo garante previsibilidade ao setor e permite que consumidores façam planejamento financeiro e energético de médio e longo prazo.
Impactos da Lei 14.300 Fio B para o consumidor de energia solar
Com a cobrança de 60% do Fio B em 2026, o principal impacto é uma redução parcial da compensação financeira da energia injetada na rede.
Na prática, isso significa que:
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A economia na conta de luz continua existindo
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O payback do sistema pode aumentar levemente
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O autoconsumo se torna ainda mais estratégico
Importante destacar que o Fio B não incide sobre a energia consumida instantaneamente, apenas sobre o excedente enviado à rede.
Lei 14.300 Fio B: ainda vale a pena investir em energia solar em 2026?
Sim. A energia solar continua sendo um dos investimentos mais seguros e rentáveis do setor energético, mesmo com a cobrança do Fio B.
Os principais motivos são:
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Tarifas de energia elétrica continuam subindo acima da inflação
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A vida útil dos sistemas fotovoltaicos ultrapassa 25 anos
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A economia acumulada ao longo do tempo segue significativa
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O Brasil possui excelente irradiação solar
Mesmo com 60% de cobrança do Fio B, o retorno financeiro permanece atrativo quando o sistema é bem dimensionado e corretamente projetado.
Vantagens estratégicas para quem investe com planejamento
Com o novo cenário regulatório, o diferencial está na estratégia, não apenas no equipamento. Projetos bem planejados oferecem vantagens como:
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Maior foco em autoconsumo
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Dimensionamento técnico preciso
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Integração com hábitos reais de consumo
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Redução de dependência da concessionária
Para residências de médio e alto padrão, empresas e empreendimentos, a energia solar passa a ser parte da arquitetura energética do projeto, não apenas uma solução de economia.
O papel da assessoria técnica especializada
Com a Lei 14.300 em vigor, investir em energia solar exige conhecimento regulatório e técnico. Avaliar corretamente:
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Perfil de consumo
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Projeção de crescimento
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Estratégia de compensação
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Vida útil e eficiência dos equipamentos
faz toda a diferença nos resultados ao longo dos anos.
A Lei 14.300 Fio B trouxe mudanças importantes para a geração distribuída, mas não inviabilizou a energia solar. Pelo contrário: tornou o mercado mais maduro, previsível e técnico.
Em 2026, a cobrança de 60% do Fio B exige planejamento e projetos bem estruturados, mas a energia solar segue sendo uma decisão inteligente, sustentável e financeiramente vantajosa.
Se você está avaliando investir em energia solar fotovoltaica ou deseja entender qual é a melhor estratégia para o seu perfil de consumo, conte com uma análise técnica especializada para tomar decisões seguras e alinhadas ao novo marco regulatório.
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