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    Lei 14.300 Fio B: impactos na energia solar em 2026

    publicado em 7 de janeiro de 2026
    Lei 14.300 Fio B: impactos na energia solar em 2026

    A Lei 14.300 Fio B, que instituiu o Marco Legal da Geração Distribuída no Brasil, trouxe segurança jurídica ao setor de energia solar fotovoltaica, mas também estabeleceu um cronograma de transição tarifária que impacta diretamente a compensação da energia injetada na rede elétrica.

    O que é o Fio B na Lei 14.300 e por que ele existe

    O Fio B é a parcela da tarifa de energia elétrica que remunera o uso da rede de distribuição das concessionárias. Em termos simples, ele representa o custo para transportar a energia até o consumidor final.

    Antes da Lei 14.300, consumidores com geração distribuída compensavam integralmente essa parcela, mesmo utilizando a infraestrutura da distribuidora. Com o novo marco legal, o governo estabeleceu uma transição gradual, buscando equilibrar:

    • Sustentabilidade do sistema elétrico

    • Expansão da geração distribuída

    • Justiça tarifária entre consumidores

    A cobrança do Fio B não é um imposto novo, mas uma adaptação regulatória prevista em lei.

    Cronograma oficial de cobrança do Fio B (Lei 14.300)

    A Lei 14.300 definiu percentuais progressivos para a cobrança do Fio B sobre a energia compensada. Veja o cronograma:

    Ano Percentual do Fio B cobrado
    2023 15%
    2024 30%
    2025 45%
    2026 60%
    2027 em diante Transição até o modelo pleno

    Esse modelo garante previsibilidade ao setor e permite que consumidores façam planejamento financeiro e energético de médio e longo prazo.

    Impactos da Lei 14.300 Fio B para o consumidor de energia solar

    Com a cobrança de 60% do Fio B em 2026, o principal impacto é uma redução parcial da compensação financeira da energia injetada na rede.

    Na prática, isso significa que:

    • A economia na conta de luz continua existindo

    • O payback do sistema pode aumentar levemente

    • O autoconsumo se torna ainda mais estratégico

    Importante destacar que o Fio B não incide sobre a energia consumida instantaneamente, apenas sobre o excedente enviado à rede.

    Lei 14.300 Fio B: ainda vale a pena investir em energia solar em 2026?

    Sim. A energia solar continua sendo um dos investimentos mais seguros e rentáveis do setor energético, mesmo com a cobrança do Fio B.

    Os principais motivos são:

    • Tarifas de energia elétrica continuam subindo acima da inflação

    • A vida útil dos sistemas fotovoltaicos ultrapassa 25 anos

    • A economia acumulada ao longo do tempo segue significativa

    • O Brasil possui excelente irradiação solar

    Mesmo com 60% de cobrança do Fio B, o retorno financeiro permanece atrativo quando o sistema é bem dimensionado e corretamente projetado.

    Vantagens estratégicas para quem investe com planejamento

    Com o novo cenário regulatório, o diferencial está na estratégia, não apenas no equipamento. Projetos bem planejados oferecem vantagens como:

    • Maior foco em autoconsumo

    • Dimensionamento técnico preciso

    • Integração com hábitos reais de consumo

    • Redução de dependência da concessionária

    Para residências de médio e alto padrão, empresas e empreendimentos, a energia solar passa a ser parte da arquitetura energética do projeto, não apenas uma solução de economia.

    O papel da assessoria técnica especializada

    Com a Lei 14.300 em vigor, investir em energia solar exige conhecimento regulatório e técnico. Avaliar corretamente:

    • Perfil de consumo

    • Projeção de crescimento

    • Estratégia de compensação

    • Vida útil e eficiência dos equipamentos

    faz toda a diferença nos resultados ao longo dos anos.

    A Lei 14.300 Fio B trouxe mudanças importantes para a geração distribuída, mas não inviabilizou a energia solar. Pelo contrário: tornou o mercado mais maduro, previsível e técnico.

    Em 2026, a cobrança de 60% do Fio B exige planejamento e projetos bem estruturados, mas a energia solar segue sendo uma decisão inteligente, sustentável e financeiramente vantajosa.

    Se você está avaliando investir em energia solar fotovoltaica ou deseja entender qual é a melhor estratégia para o seu perfil de consumo, conte com uma análise técnica especializada para tomar decisões seguras e alinhadas ao novo marco regulatório.